Doença de Alzheimer: Uma epidemia silenciosa
- clinicaclijam
- 4 de fev. de 2020
- 3 min de leitura

Por derivative work: Garrondo (talk)SEVERESLICE_HIGH.JPG: ADEAR: "Alzheimer's Disease Education and Referral Center, a service of the National Institute on Aging."PRECLINICALSLICE_HIGH.JPG: ADEAR: "Alzheimer's Disease Education and Referral Center, a service of the National Institute on Aging." - SEVERESLICE_HIGH.JPGPRECLINICALSLICE_HIGH.JPG, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4471173
A doença de Alzheimer trata-se de uma patologia crónica e progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes. Infelizmente não tem cura, mas a Medicina atual dispõe de medicamentos que podem retardar o aparecimento de alguns sintomas (porém somente temporariamente).
Quem a descreveu foi ALOIS ALZHEIMER, um neurologista alemão. Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar sintomas da doença. Trata-se da demência mais frequente no mundo inteiro. E após o diagnóstico clínico a sobreviva em média é de aproximadamente 08 a 10 anos.
Não se conhece a causa específica da doença. Sabe-se que há uma predisposição genética para seu aparecimento. Nestes casos ela pode aparecer até mais cedo, por volta dos 50 anos de idade. Sabe-se de alguns fatores que podem servir de risco, como exemplo: Depressão, Hipertensão Arterial, Traumatismo Craniano…
Com o passar do tempo, naturalmente, perdemos neurônios, que se degeneram e morrem. Isto pode levar a perda da memória, principalmente a recente, e não é motivo para alarde desde que faz parte do que chamamos de senilidade. No entanto, a medida que a doença evolui, o quadro de sintomas inclui dificuldades de linguagem, desorientação, perda de motivação (até mesmo para auto-cuidados), mudança de personalidade e até mesmo comportamento agressivo. Aos poucos, o doente vai se afastando da família e da sociedade.
O mecanismo está ligado à presença de PLACAS SENIS e aos NOVELOS NEUROFIBRILARES no cérebro. Não são necessários exames para o diagnostico desde que a clínica é bastante florida.

Por derivative work: Garrondo (talk)SEVERESLICE_HIGH.JPG: ADEAR: "Alzheimer's Disease Education and Referral Center, a service of the National Institute on Aging."PRECLINICALSLICE_HIGH.JPG: ADEAR: "Alzheimer's Disease Education and Referral Center, a service of the National Institute on Aging." - SEVERESLICE_HIGH.JPGPRECLINICALSLICE_HIGH.JPG, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4471173
Nas fases iniciais:
perda de memória, confusão e desorientação.
ansiedade, agitação, ilusão, desconfiança.
alteração da personalidade e do senso crítico.
dificuldades com as atividades da vida diária como alimentar-se e banhar-se.
alguma dificuldade com ações mais complexas como cozinhar, fazer compras, dirigir, telefonar.
Na fase intermediária os sintomas da fase inicial se agravam e também pode ocorrer:
dificuldade em reconhecer familiares e amigos.
perder-se em ambientes conhecidos.
alucinações, inapetência, perda de peso, incontinência urinária.
dificuldades com a fala e a comunicação.
movimentos e fala repetitiva.
distúrbios do sono.
problemas com ações rotineiras.
dependência progressiva.
vagância.
início de dificuldades motoras.
Na fase final:
Dependência total.
Imobilidade crescente.
Incontinência urinária e fecal.
Tendência em assumir a posição fetal.
Mutismo.
Restrito a poltrona ou ao leito.
Presença de úlceras por pressão (escaras).
Perda progressiva de peso.
Infecções urinárias e respiratórias freqüentes.
Término da comunicação.
Com o passar dos anos o doente deixa sua consciência e não mais existe. Os cuidadores passam a ter de cuidar em tempo integral do parente que não mais os reconhecem.
Por ser de difícil manejo é necessário falar mais sobre, para que possamos adotar estilos de vida diferentes. E neste sentido vale a pena lembrar que, uma boa alimentação, programas de exercícios para o corpo e também cerebrais são bastante eficazes na profilaxia. Para mais informações consulte seu especialista, o neurologista, psiquiatra, nutricionista… Eles poderão dar importantes dicas a respeito de como levar uma vida saudável, com menos estresse oxidativo cerebral






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